Roupas e penteados que já foram moda

Roupas e penteados que já foram moda

Relembre a moda das décadas passadas de roupas e penteados

Tem coisa mais legal do que abrir o álbum de fotos e relembrar o passado? Às vezes, essa diversão pode causar um pouco de constrangimento. Vamos combinar que, nas décadas passadas, havia roupas e penteados de gosto bem duvidoso. Nos anos 1960, o corte de cabelo mais requisitado era o “bolo de noiva”, com aqueles coques grandalhões e armados. Na década seguinte, todo mundo trajava as inconfundíveis calças boca de sino. E o que dizer das ombreiras dos anos 1980? Hoje, o blog da Bem leva você a uma viagem por aqueles tempos.

Penteado Bolo de Noiva

É provável que alguém ostente esse cabelo nada discreto em seu álbum de fotos. O bolo de noiva foi sucesso nos salões de beleza da década de 1960. As mulheres esperavam horas para sair do coiffeur com as cabeças reluzentes. E era muito chique. Chamado de beehivestyle (“estilo colmeia de abelha”), o modelo era inspirado num chapéu – daí o formato e a altura do trançado.

A criadora, a americana Margareth Held, venceu um concurso de cabeleireiras em Chicago, em 1957. Mas o penteado só ganhou notoriedade a partir de 1960, quando apareceu na capa da revista Modern Beauty Shop. A atriz Audrey Hepburn usou o Bolo de Noiva no clássico Bonequinha de Luxo, de 1961. Depois disso, várias artistas adotaram a moda. Recentemente, um dos maiores ícones do penteado foi a cantora Amy Winehouse, falecida em 2011, aos 27 anos.

Calça boca de sino

Justas na cintura e muito largas abaixo dos joelhos: as calças boca de sino roubaram a cena nos anos 1970. Unissex, a moda era quase um uniforme para os jovens. O interessante é que a peça surgiu como uma “antimoda”. Os flared jeans (jeans queimados) foram criados pelos marinheiros americanos na década de 1940. Eles alargavam o tecido nos tornozelos para melhorar o movimento. Também ficava mais fácil dobrar. Alguns diziam que era possível amarrar essa parte e flutuar na água. Ou seja, as calças viravam boias.

A contracultura, em alta no final dos anos 1960, fez boa parte dos jovens americanos contestarem os costumes da época. Para fugir dos modismos, muitos passaram a comprar roupas em lojas militares. Também funcionava como uma crítica à participação do país na Guerra do Vietnã. Em pouco tempo, os estoques de calças boca de sino nessas lojas acabaram, criando uma demanda para a indústria da moda. E o que era para ser um manifesto contra os padrões acabou se transformando no maior símbolo de uma geração.

Corte Farrah Fawcett

Esse corte até tem nomes mais técnicos, como repicado ou em camadas. Nos EUA, é chamado de windblow (“sopro de vento”), em razão da leveza e do volume que o efeito confere à cabeleira. Mas as mulheres dos anos 1970 eram mais diretas na hora de dizer como gostariam de deixar os fios. Elas simplesmente queriam ficar iguais à Farrah Fawcett. A atriz americana lançou a moda da franjona volumosa e esvoaçante quando estrelou o seriado As Panteras.

Mas imitar as ondinhas da Farrah não era tão simples. Além de o cabeleireiro acertar a mão para deixar o volume e as camadas no ponto certo, a mulherada precisava mandar ver na escova e no secador de cabelos. Só assim conseguiam virar as pontinhas das mechas para fora. O problema era quando a chuva aparecia, e a umidade acabava com essa estrutura toda em dois minutos.

Ombreiras

Chegamos a uma das pérolas fashion dos anos 1980. À época, era bem comum ver mulheres de terninho com enchimentos nos ombros. A moda, em tese, tinha tudo a ver com o movimento de independência feminina. A partir do final da década de 1970, as mulheres começaram a alcançar cargos de chefia nas empresas – uma quebra de tabu. Até então, elas eram vistas apenas como objetos no ambiente de trabalho. Para quebrar esse paradigma, as executivas passaram a usar ternos com ombreiras. O corte lembrava a vestimenta masculina e lhes dava um ar imponente, quase como uma armadura.

Acontece que as ombreiras surgiram muito antes disso. E a sua proposta era exatamente inversa. Foi na década de 1930 que a estilista italiana Elsa Schiaparelli criou os primeiros modelos. O intuito era valorizar a silhueta feminina. Isso porque a cinturinha ficava mais fina quando a largura dos ombros aumentava. Uma das maiores representantes do time das ombreiras foi a atriz Melanie Griffith, indicada ao Oscar por sua atuação no filme Uma secretária de futuro, de 1988.

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