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5 marchinhas de carnaval que marcaram época

5 marchinhas de carnaval que marcaram época

Marchinhas de carnaval

Músicas embalam os carnavais até os dias de hoje. (foto: Freepik)

“Ô abre alas, ô abre alas, que eu quero passar”. Basta o carnaval chegar para as marchinhas não saírem mais das nossas cabeças, não é?

Que coisa mais incrível: músicas que estiveram no auge entre as décadas de 1920 e 1960 são sucesso até hoje nos blocos carnavalescos. Basta tocar uma delas para surgir em nós a vontade de erguer os dedos para cima e sair dançando.

Canções como Mamãe, eu quero e Me dá um dinheiro aí têm, além da tradição, histórias curiosas de quando foram criadas e significados divertidos. Quer saber mais? Então, prepara o confete que o bloquinho do Túnel do Tempo do Blog da Bem vai para a avenida com estas 5 marchinhas de carnaval que marcaram época.

Ô abre alas

É considerada a primeira marchinha de carnaval da história. Foi escrita ainda no século 19. Isso mesmo: Ô abre alas foi composta em 1899 pela pianista e regente Chiquinha Gonzaga para o cordão carnavalesco Rosas de Ouro, do Rio de Janeiro.

A expressão “abrir alas” – com o significado de “dar passagem” – começou, então, aparecer nos jornais no início do século 20. Outros compositores também se apropriaram do termo em suas músicas, como Jorge Vidal Faraj em Abre alas, interpretada por Jaime Brito.

Mamãe, eu quero

A canção é de Vicente Paiva e Jararaca, mas ficou conhecida na voz de Carmen Miranda. A cantora lançou Mamãe, eu quero no filme Serenata Tropical, em 1940, com o título em inglês: “I want my mama”. Daí em diante, a marchinha ganhou fama internacional.

Segundo depoimento do cantor e musicólogo Almirante, no livro “História do Carnaval Carioca”, da jornalista Eneida de Moraes, boa parte da música foi improvisada na hora da gravação, pois a letra original era muito curta.

Cabeleira do Zezé

As madeixas eternizadas nessa marchinha eram de José, garçom do bar São Jorge, em Copacabana. O local era frequentado pelo apresentador e ator Roberto Faissal e pelo músico João Roberto Kelly.

Diz a história que a cabeleira do Zezé (apelido do garçom) chamava atenção dos frequentadores. E, para fazer uma brincadeira com o funcionário, a dupla Faissal e Kelly compôs a música que se tornaria um hit carnavalesco.

 

Me dá um dinheiro aí

A canção foi composta pelos irmãos Homero, Glauco e Ivan Ferreira, em 1959. Naquele mesmo ano, virou um sucesso ao ser cantada por Moacyr Franco no programa humorístico “A praça da alegria”, da antiga TV Rio.

No quadro, o ator Iran Lima interpretava um homem que reclama do número de pessoas pedindo esmola na rua. Ao ouvir da sua mulher que estava exagerando, Iran abre a porta do armário e se depara com Moacyr largando o bordão: “Moço, me dá um dinheiro aí”.

A turma do funil

No carnaval, sempre aparecem aqueles foliões que bebem além da conta. Algumas marchinhas foram dedicadas ao tema, como Cachaça, de 1953. Mas destacamos aqui A turma do funil, escrita por Mirabeau, M de Oliveira e Urgel de Castro.

A música original, de 1956, é do conjunto cearense Vocalistas Tropicais. A repercussão foi tão grande que Tom Jobim, Miúcha e Chico Buarque gravaram uma versão da música na década de 1980.

 Agora sim, folião! Sabendo mais sobre essas 5 marchinhas que marcaram época, basta vestir a fantasia, jogar a serpentina para o alto e curtir o carnaval!

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