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Cuidar do idoso é cuidar do nosso próprio futuro

Cuidar do idoso é cuidar do nosso próprio futuro

O envelhecimento é parte natural da vida. Na prática, todos estamos aprendendo a lidar com esse processo. E a tendência é que, em algum momento da vida, cada um de nós precise de cuidado especial. Daí a importância de zelar pelo bem-estar dos idosos desde sempre.

Não à toa, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, comemorado em 15 de junho. O conceito de violência não se restringe a agressões físicas. Exclusão, falta de autonomia, insultos: o problema se manifesta de diversas formas.

Pensando nisso, o Blog da Bem traz algumas medidas relevantes para garantir a integração e a qualidade de vida dos idosos.

Os diferentes tipos de violência

Ao falar sobre violência contra o idoso, é comum pensar em agressões físicas ou negligência. Entretanto, isso pode ocorrer de diferentes formas: a violência psicológica, em que a pessoa sofre constantes agressões verbais, infelizmente é muito comum. Assim como a violência financeira, quando a renda do idoso deixa de ser gerida por ele próprio, criando profunda dependência.

De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada seis idosos é vítima de algum tipo de violência em todo o mundo. No ano de 2017, o Disque 100 (serviço gratuito e anônimo de denúncia à violação dos Direitos Humanos) registrou mais de 33 mil casos de abuso e agressão a idosos no Brasil. O mais preocupante é que, em 76% dos casos, os crimes ocorreram na própria casa da vítima.

Diante de números assim, é fundamental que as famílias encarem com naturalidade os desafios que chegam junto com o envelhecimento de seus membros. Ouvir o idoso e permitir que ele mantenha o protagonismo de sua própria vida é a melhor forma de garantir um ambiente saudável e seguro. Distanciá-lo do convívio público, limitando sua interação social, é prejudicial e abre espaço para que essa parcela da população sofra calada diferentes tipos de violência.

Como valorizar o idoso e cuidar do seu bem-estar

É preciso reconhecer a contribuição que os idosos trazem para a sociedade, tanto com seu conhecimento quanto com o tempo dedicado por eles ao trabalho e à família. Por isso, as pessoas idosas devem exigir sua presença nos espaços sociais e políticos, nunca delegando sua voz a outros.

No Brasil, o número de pessoas com mais de 60 anos já superou a marca dos 30 milhões – com 56% de mulheres e 44% de homens. A previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que, até 2031, a quantidade de idosos no país supere a de crianças e adolescentes com até 14 anos.

Mais de 90% dos idosos residem com suas famílias e 27% dos lares brasileiros têm pelo menos uma pessoa idosa. Assim, é fundamental adaptar a casa às necessidades dessa parcela da população. Mesmo quando o idoso é ativo e trabalha, a prevenção a acidentes domésticos – como quedas, queimaduras ou até mesmo intoxicações – continua sendo importante.

Criar espaços sociais seguros e com acessibilidade é outra medida relevante, já que quanto mais o idoso puder transitar de forma independente pela cidade, mais a sociedade aprenderá a valorizar sua participação. Cabe a nós o desafio de aprender a enxergar a maturidade como mais uma etapa da vida, garantindo que ela seja o mais saudável, ativa e positiva possível.

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