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Alta dos juros e empréstimo consignado

Alta dos juros e empréstimo consignado

Alta da Selic

Mesmo com alta dos juros, consignado continua sendo ótima opção. (Foto: Freepik)

Pressionado pelo dólar e pela alta da energia elétrica, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou o quinto aumento consecutivo da Selic em 2021. A decisão foi tomada na última quarta-feira (22/9) e eleva a taxa básica de juros da economia em um ponto percentual — de 5,25% para 6,25% ao ano. Em meio à inflação de alimentos e combustíveis, a decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Essa mudança deve influenciar a economia de diversas formas. Mas existe relação entre alta dos juros e empréstimo consignado?

Neste texto, o Blog da Bem Promotora contextualiza o aumento da taxa Selic e esclarece o impacto da mudança no valor final do seu consignado. Confira:

O que é a taxa Selic? 

Você já deve ter ouvido que a Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. E o seu nome não foi escolhido por acaso. A sigla corresponde ao Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Esse é o programa virtual em que os títulos do Tesouro Nacional são comprados e vendidos diariamente. A Selic é justamente a taxa ligada aos juros desses títulos públicos oferecidos pelo Governo Federal.

Quem estipula a Selic é o Copom. A cada 45 dias, há uma reunião para definir se essa taxa aumenta, diminui ou não se altera. Seja qual for a decisão, a rotina financeira do país é influenciada diretamente pela variação da Selic.

Afinal, é por ela que as instituições financeiras se baseiam para fazer a cobrança pelos seus serviços. Isso significa que a alta de juros afeta o empréstimo consignado. Mas não em todos os casos.

O que está por trás do aumento 

Durante quase seis anos, o Copom diminuiu sucessivamente a taxa básica de juros no Brasil. A decisão respondia a uma antiga demanda de indústrias e empresas, que queriam juros baixos para conseguir crédito mais barato e, assim, serem mais produtivas. Agora, o cenário é outro.

Por trás da mudança atual na política monetária está, principalmente, a preocupação com a inflação, que tem subido acima do esperado. A tendência é de que a inflação encerre 2021 acima dos 8%. Inicialmente, a meta do BC era de 3,75%.

Quando a Selic aumenta, uma das consequências é a desaceleração da economia, que impede a inflação de ficar muito alta. A principal justificativa para ampliar a taxa, portanto, é a elevação de todos os juros do mercado — incluindo empréstimos, parcelamentos e financiamentos. Dessa maneira, as aplicações em renda fixa ganham um maior rendimento, e investimentos do exterior tendem a crescer.

Alta dos juros e empréstimo consignado: a influência da Selic 

Existe uma maneira bem simples de entender a repercussão do aumento da taxa Selic. Em resumo, o crescimento significa que o custo do dinheiro está ficando mais caro. Por consequência, as instituições financeiras são obrigadas a repassar a conta para quem aderir a empréstimos e financiamentos.

É por isso mesmo que o aumento da Selic eleva todas as taxas do mercado. Se ela sobe, todo o resto também precisa subir. Ou seja, aí está a relação entre alta dos juros e empréstimo consignado.

Assim, é provável que as taxas básicas para o crédito consignado e para o cartão de crédito consignado também subam. Entretanto, isso será válido apenas para os contratos novos. Quem já possui empréstimos ativos não deve ser afetado.

A vantagem do empréstimo consignado 

Por outro lado, há uma vantagem inegável para quem opta pelo consignado. Esse tipo de crédito tem suas parcelas mensais descontadas diretamente da folha de pagamento do tomador.

No caso de aposentados ou pensionistas do INSS, o risco de inadimplência é ainda menor. Isso porque o valor é deduzido diretamente do benefício. Por conta do risco praticamente nulo, as taxas de juros do consignado estão sempre entre as menores do mercado. E isso não deve mudar.

Por que o consignado continua sendo a melhor opção 

Você já deve saber que a taxa de juros de um empréstimo é determinada a partir do prazo e risco de inadimplência. Quanto mais longo é o contrato e quanto menor é a certeza do credor sobre a possibilidade de ver o seu dinheiro de volta, maior é a taxa cobrada. O empréstimo de um dia de um banco para o outro, lastreado em títulos públicos, por exemplo, é uma operação de baixíssimo risco.

De outra forma, a taxa do seu empréstimo no banco é necessariamente muito maior do que a Selic. Isso porque você não pode dar a mesma garantia que o Tesouro Nacional.

Além disso, as suas solicitações certamente serão mais longas. No entanto, vale destacar mais uma vez que o empréstimo consignado conta com um baixo risco de inadimplência. Por isso, as taxas continuam sendo bem menores quando comparadas a qualquer outra modalidade.

Veja um comparativo entre as taxas do consignado e outras modalidades de empréstimo 

No caso do crédito consignado, a taxa média de juros é de 1,4% ao mês para servidores públicos, 1,7% ao mês para beneficiários do INSS e 2,3% ao mês para trabalhadores do setor privado. Ao mesmo tempo, a taxa média cobrada pelas instituições financeiras no empréstimo pessoal não consignado ficou em 6,32% em agosto, segundo dados do BC.

Além disso, existem bancos e financeiras que cobram taxas anuais de 500% a 1.000% — até 12,6 vezes maiores do que a média do mercado. Mais um motivo para escolher o consignado.

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