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Como funciona o cálculo do crédito consignado

Como funciona o cálculo do crédito consignado

Homem com a mão apoiada sobre a mesa

Não é só a taxa de juros que define o valor final da mensalidade. (Foto: Shutterstock)

O mercado oferece diferentes opções de financiamento para quem busca quitar dívidas, comprar bens ou realizar algum projeto pessoal. Em geral, o empréstimo consignado é a modalidade que apresenta as melhores condições na comparação com a maior parte das demais linhas de financiamento. As vantagens estão, por exemplo, na taxa de juros e em prazos de pagamento que podem ultrapassar os 72 meses. Uma das melhores maneiras de identificar com clareza esses benefícios é entender como funciona o cálculo do crédito consignado.

A montagem do valor da prestação depende de uma série de fatores específicos. Todos eles devem influenciam, direta ou indiretamente, na formatação do preço final. Os mais importantes são a margem consignável, a alíquota de juros e o Custo Efetivo Total (CET). Cada item tem um peso que deve ser considerado no momento de contratar o empréstimo consignado, servindo como fiel da balança para o cliente efetuar a melhor escolha.  A seguir, o Blog da Bem traz mais detalhes sobre o tema.

Segurança: o grande diferencial

Vale destacarmos que o principal trunfo dos empréstimos consignados está na segurança que as instituições financeiras têm para liberar o dinheiro. Isso porque as mensalidades são descontadas diretamente no salário ou no benefício do INSS dos clientes.

Além do contracheque, em alguns casos, o valor da parcela poderá ser debitado mensalmente na conta corrente. Esse modelo fica reservado para contratos em que a empresa ou o órgão público ao qual o cliente esteja vinculado não tenha parceria com bancos que realizam empréstimos consignados diretamente na folha de pagamento.

Como é realizado de modo compulsório, o pagamento faz com que os atrasos e os níveis de inadimplência sejam muito baixos – ou quase nulos. Assim, os bancos podem aplicar ágios menores no crédito consignado em comparação com outras linhas de financiamento.

É importante salientar que, em razão dessa característica, o crédito consignado não está disponível para todos os públicos. Apenas pessoas que possuam uma renda garantida, como servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS e funcionários da iniciativa privada com carteira assinada, podem requerer esse tipo de empréstimo.

De olho no orçamento

O desconto automático das mensalidades também é interessante para os clientes, pois permite uma projeção mais fidedigna do orçamento mensal. Você não corre o risco de esquecer de pagar a mensalidade e arcar com juros extras ou tarifas jurídicas.

Por outro lado, o cliente deve estar ciente de que uma quantia de seus vencimentos não poderá ser utilizada ao longo da vigência do empréstimo, já que o desconto é automático. Daí a importância de entender o conceito da Margem Consignável.

Margem consignável

Em razão dos descontos do crédito consignado não poderem ser postergados pelos clientes, o Banco Central do Brasil estipulou um percentual para a captação de dinheiro por meio dessas linhas de crédito.

A ideia, aqui, é evitar que os clientes imobilizem uma fatia muito grande de seus vencimentos. Ou seja, existe um valor máximo que você pode destinar ao empréstimo consignado. E isso vai depender dos seus vencimentos mensais. O teto para a tomada de recursos é delimitado pela margem consignável. Esse dispositivo é definido por um cálculo bastante simples. Cada cliente só poderá comprometer 35% de seus ganhos com empréstimos consignados.

O percentual, no caso, é distribuído entre as duas modalidades contempladas por esse tipo de empréstimo. Do total, 30% são destinados ao crédito comum e os outros 5% ficam para o uso do cartão de crédito consignado.

Matemática fácil

É bem fácil, portanto, descobrir qual a sua margem consignável. Basta pegar o total do seu salário e multiplicar por 0,35. Se você ganha, por exemplo, R$ 1 mil por mês, a sua margem consignável será de R$ 350.

Desse valor, R$ 300 poderão ser usados para o empréstimo direto e R$ 50 para o limite mensal do cartão de crédito consignado. Um detalhe importante: os 30% reservados ao crédito direto se referem à soma dos empréstimos captados pelo cliente.

Isso significa que você pode ter mais de um crédito, seja com a mesma instituição ou com bancos diferentes. O cálculo deverá respeitar o quanto você paga em cada um deles. A soma dos diferentes contratos não poderá exceder 30% do seu salário.

A margem é fundamental para que o cliente avalie se a tomada de um empréstimo consignado é realmente vantajosa, pois o valor da mensalidade terá de se adequar a esse limite. E isso influencia diretamente nos prazos de cada financiamento captado.

Se você contratar uma quantia alta, é provável que os prazos terão de ser estendidos para que as mensalidade caiba no percentual estipulado pela margem consignável. Do contrário, existe a possibilidade de o crédito não ser aprovado.

Isso, por outro lado, também implica em mais tempo de incidência dos juros sobre o montante. Ou seja, o valor total a ser pago pelo empréstimo tende a ser maior do que em financiamentos mais curtos. Fique ligado e de calculadora em punho na hora de avaliar esse detalhe.

Os juros no cálculo do crédito consignado

A taxa de juros é outro ponto a favor do empréstimo consignado. O fator segurança garante que os bancos apliquem alíquotas substancialmente menores do que as maioria das modalidades. Ainda assim, os percentuais podem variar de acordo com o banco e com o tipo de cliente.

Os servidores públicos, por exemplo, encontram taxas que vão de 0,98% até 4,79% ao mês. Como se vê, é uma oscilação considerável, que exige boa dose de pesquisa por parte do cliente. O mesmo acontece com aposentados e pensionistas do INSS. As taxas de juros mensais para esse público ficam entre 1,3% e 2,1%.

Já o ágio para funcionários da iniciativa privada flutua entre 1,28% e 4,61%. Esses números mudam ao longo do ano. O Banco Central faz um acompanhamento permanente dos juros aplicados pelas principais instituições financeiras do país.

Mas vale lembrar que existem outras taxas além dos juros. Por isso, nem sempre a instituição com menor alíquota oferecerá o melhor negócio. A gente vê isso a seguir com mais profundidade.

Prazos extensos

O prazo para pagamento do crédito consignado é definido de acordo com a política de cada banco. A maior parte das instituições trabalha com até 72 parcelas mensais. Muitas vezes,  o  prazo pode ser estendido. Há casos de contratos que são estipulados em até 96 meses.

Esse período pode ser um pouco inferior para os funcionários da iniciativa privada e para clientes mais idosos, pois o risco de inadimplência acaba ficando maior. Em casos assim, os bancos tendem a adotar negociações individuais.

Custo Efetivo Total (CET)

A relação entre margem consignável, juros e prazos não representa a totalidade dos fatores que concorrem para o cálculo do crédito consignado. Além desses itens, o cliente deve avaliar o Custo Efetivo Total (CET).

Trata-se de uma equação composta por diferentes encargos adotados pelos bancos. Entre outras taxas, o CET pode incluir tarifa de cadastro (aplicada em alguns casos para aumentar a segurança dos bancos), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), seguros diversos e taxas de administrativas. Cada instituição tem uma política própria para a formação da CET.

Todos esses itens podem tornar a mensalidade mais cara, mesmo que a taxa de juros seja baixa. Na hora de fechar negócio, portanto, o cliente não deve avaliar o cálculo do crédito consignado de maneira global. Só assim ele conseguirá ter certeza de que escolheu a melhor opção para a sua necessidade.

Pensando em pedir um empréstimo consignado? O site da Bem Promotora oferece informações adicionais relativas ao tema. Lá, você também encontra ótimas opções para diversos tipos de clientes, inclusive negativados. Simule sua proposta com a gente.