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Como tratar a perda auditiva

Como tratar a perda auditiva

idosa com aparelho auditivo

Aparelhos auditivos são o principal recurso. (Foto: Shutterstock)

Ouvir o canto dos pássaros ou aquela melodia que nos relembra bons momentos estão entre os prazeres mais singelos da vida. Com o passar do tempo, porém, coisas assim podem ficar prejudicadas pela perda auditiva. A surdez traz uma série de outras consequências mais graves, como desequilíbrio motor, isolamento social e até depressão.

A Organização Mundial de Saúde estima que existam 15 milhões de brasileiros com dificuldades auditivas – e cerca de 12 milhões deles têm mais de 65 anos. Mas os primeiros sinais podem começar bem antes, por volta dos 40 anos. A boa notícia é que existem formas de contornar o problema.

Hoje, o Blog da Bem traz informações sobre as causas e tratamentos da perda auditiva. Confira.

Ação do tempo

Existem diversas causas que podem levar à surdez, incluindo infecções, perfuração do tímpano ou exposição prolongada a ruídos muito altos. Mas o principal motivo está relacionado à ação do tempo. O avanço dos anos leva a uma perda gradual da função do sistema auditivo. Por isso, o processo de surdez não é notado logo de cara. A combinação entre predisposição genética e estilo de vida está no centro do problema.

Primeiros sinais

A perda auditiva costuma se manifestar de modo mais evidente por volta dos 65 anos, mas os primeiros sinais podem ser notados bem antes. Os indícios principais são a dificuldade de ouvir tons agudos (vozes femininas e de crianças, por exemplo) ou de entender claramente as conversas em grupo.

Sons da natureza (como a chuva no telhado) também começam a ficar imperceptíveis. A intensidade vai desde o grau leve até as fases severa e profunda, em que a pessoa não consegue escutar nem sons mais altos, como o de uma máquina de cortar grama. É difícil, entretanto, prever até que ponto cada caso irá evoluir.

Medidas fundamentais

Se você nota esses sintomas em um familiar – ou está percebendo que não escuta mais como no passado –, o primeiro passo é procurar auxílio especializado. O profissional indicado é o otorrinolaringologista. É ele quem vai avaliar o caso, por meio de testes específicos de audição, e indicar quais são os melhores caminhos para contornar o problema.

Tratamentos disponíveis

Embora não seja possível reverter o processo de perda auditiva, existem formas de contorná-lo. Em geral, o uso de aparelhos auditivos – seja em um ou nos dois ouvidos – é a terapia mais comum. O mercado disponibiliza aparelhos de diversos tipos, desde os mais antigos (analógicos) até os de ponta (digitais).

O avanço tecnológico tem contribuído para aprimorar esses dispositivos. Atualmente, muitos deles são quase imperceptíveis, pois ficam posicionados somente dentro do ouvido, e oferecem uma excelente qualidade de som. O custo varia entre R$ 1,5 mil e R$ 7 mil por aparelho.

Outra opção é o implante auditivo. É um procedimento cirúrgico voltado a pacientes que não se adaptam ao uso dos aparelhos. O problema é o preço: uma intervenção dessas pode custar até R$ 40 mil.

Vencendo a resistência

A decisão de utilizar um aparelho para surdez pode não ser algo simples. Nesse ponto, a perda auditiva se aproxima dos problemas estéticos, pois envolve questões de autoestima e autoimagem. O paciente pode ter uma sensação de incapacidade por necessitar de uma “muleta” para escutar o mundo.

Admitir que os ouvidos não funcionam mais como antigamente é um desafio em muitos casos. Notar essa limitação tende a gerar irritabilidade e até uma certa melancolia em algumas pessoas. É preciso, portanto, abordar também o fator psicológico da surdez e do próprio tratamento.

Uma das formas de fazer isso é tentar demonstrar ao familiar (ou a si mesmo) quais são os benefícios de recobrar a audição plena. Voltar a ouvir músicas, conseguir acompanhar o capítulo da novela e participar de conversas ativamente são apenas alguns deles.

A interação social e o sentimento de pertencimento talvez sejam os principais acréscimos para a qualidade de vida. Além disso, alguns estudos apontam que a perda auditiva na maturidade favorece o aparecimento de doenças neurológicas, como o Alzheimer.

Ouvir bem, portanto, é fundamental para a qualidade de vida.

 

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