Dicas para evitar quedas de idosos

Dicas para evitar quedas de idosos

Acidentes com quedas podem acelerar a mortalidade de idosos. Foto: Shutterstock

Os riscos que vêm com maturidade não se limitam ao aparecimento de doenças. Também ficamos mais propensos a sofrer quedas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que até 35% das pessoas acima de 65 anos enfrentam ao menos um episódio desse tipo por ano – e o percentual aumenta com o avanço da idade. As consequências vão desde hematomas até fraturas de fêmur e bacia. Os casos mais sérios podem levar à limitação de movimentos, desencadear depressão e acelerar a mortalidade.

Hoje, o Blog da Bem mostra não apenas como evitar a queda de familiares idosos, mas também traz dicas para você prevenir esse problema desde já.

Foco no ambiente doméstico

Boa parte das quedas de idosos ativos acontece na rua. Elas podem ocorrer em razão de um desnível na calçada ou no momento de subir no ônibus, por exemplo. Mas o problema maior está dentro de casa. Esse tipo de acidente costuma afetar pessoas já fragilizadas pela idade – ou seja, as consequências são potencialmente mais graves. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados para diminuir os riscos aos seus familiares.

– Mantenha tapetes e carpetes esticados e observe o estado de tábuas e parquets. Dobras e desencaixes podem levar o idoso a tropeçar;

– Procure não encerar o piso. Quanto menos escorregadio, melhor. Existem alguns adesivos antiderrapantes que podem ser fixados em locais específicos;

– Não deixe móveis fora do lugar ou brinquedos e livros espalhados pelo chão. As áreas de circulação devem estar livres;

– Evite que os pets perambulem pela casa. Gatos que costumam pular ou cães muito agitados podem provocar a queda de idosos;

– Dependendo das condições de mobilidade do idoso, pode ser interessante instalar barras e corrimãos no banheiro e nos quartos. A utilização de calçados com solado de borracha também é indicada;

– Sempre que possível, substitua degraus por rampas;

– À noite, mantenha um abajur ou alguma iluminação no corredor que leva ao banheiro para tornar o trajeto mais claro.

Cuidados com a visão

Uma das principais causas da queda de idosos é a diminuição da capacidade visual. A perda da visão periférica limita a percepção do ambiente. Além disso, a visão embaçada ou nublada – provocada pela catarata, por exemplo – pode impedir que a pessoa enxergue uma elevação ou um objeto no piso. É necessário, portanto, que o idoso realize um acompanhamento com um oftalmologista. Ele vai averiguar a adequação do grau das lentes do óculos e prescrever eventuais tratamentos.

A audição também é importante

O ouvido é um dos órgãos responsáveis pelo nosso equilíbrio. Perdas auditivas moderadas ou severas podem deixar o idoso desorientado em algumas situações, levando a tonturas e possíveis quedas. Em casos mais sérios, pode ser necessário recorrer a um aparelho auditivo. A consulta com um especialista é o caminho ideal para esclarecer esses temas.

A importância da musculatura

A perda da mobilidade e da estabilidade na terceira idade pode estar associada a uma diminuição da capacidade muscular – fator agravado pelo sedentarismo. Idosos que passam muito tempo em casa e se movimentam pouco têm maior propensão a sofrer fraturas graves num episódio de queda. É como se eles perdessem a proteção que a musculatura oferece aos ossos. Uma das formas de recuperar isso é realizando exercícios orientados por fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais.

Desconfie de quedas em sequência

Pequenas quedas podem não trazer consequências graves para os idosos. Mas é bom ficar alerta se o episódio se repete com frequência. Isso pode significar a existência de alguma enfermidade que precisa ser investigada. Muitas vezes, apagões repentinos estão ligados a problemas neurológicos ou cardiorrespiratórios – como acidente vascular cerebral (AVC) e infartos.

Como agir em caso de queda?

Você tomou todas as precauções, mas o seu familiar idoso sofreu uma queda. Quando isso acontece, o primeiro passo é averiguar se a pessoa está consciente e consegue se mover. Dores muito fortes são um sinal de que pode existir uma fratura. Nesse caso, leve o idoso ao hospital o quanto antes. Em quedas mais leves, o ideal é aguardar o dia seguinte para avaliar se há dor persistente ou algum outro sintoma. Se houver, não hesite em levar o seu familiar ao médico. O atendimento precoce pode evitar o agravamento do problema e abrandar as sequelas.

De olho no futuro

A melhor forma de viver uma maturidade plena é cuidar da saúde desde cedo. No caso da prevenção de quedas, o ideal é conservar a musculatura e a mobilidade. A atividade física tem um papel fundamental nesse processo. A partir dos 50 anos, o ser humano começa a ter um declínio mais acentuado do percentual de massa muscular. Mas é possível reverter essa perda com exercícios de força – como a musculação. A elasticidade e o reflexo podem ser garantidos com modalidades como Pilates ou ioga, que ajudam no alongamento. Caminhadas e dieta saudável também fazem parte da receita. Se você tem algum familiar com osteoporose, fique alerta. Vale fazer uma consulta prévia com um especialista para evitar a perda óssea – um dos principais agravantes da queda em idosos.

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