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Como funciona o refinanciamento de crédito consignado

Como funciona o refinanciamento de crédito consignado

Refinanciamento de crédito consignado

Mensalidades menores e novos aportes são vantagens do refinanciamento de crédito consignado. (Foto: Freepik)

O crédito consignado tem diversas vantagens em relação às demais formas de captar dinheiro no mercado. Isso inclui taxas de juros menores, prazos extensos e possibilidades reduzidas de inadimplência. Mas existe ainda um outro benefício importante. É o chamado refinanciamento de crédito consignado.

A opção está disponível para clientes que já possuem um contrato dessa linha de crédito e quitaram um percentual das parcelas, mas querem diminuir taxas, aumentar prazos ou simplesmente obter um novo fôlego financeiro. A seguir, o Blog da Bem explica como funciona essa negociação.

O que é refinanciamento de crédito consignado

Também chamado de renovação, o refinanciamento de crédito consignado é uma maneira de se obter mais prazo ou um novo aporte de dinheiro a partir de um contrato já existente. O funcionamento é bastante simples.

Imagine que você pegou um crédito consignado de R$ 1.000 para ser pago em 24 parcelas. Após um ano (12 parcelas), o seu saldo devedor será de R$ 500. É possível, aqui, tomar um novo valor junto ao banco. Podem ser os mesmos R$ 1.000 originais.

Nesse caso, a instituição financeira liberaria mais R$ 500 na sua conta, ampliando o prazo de pagamento de acordo com a negociação. É como se o contrato voltasse ao ponto inicial e fosse recomeçado.

Você também pode optar por refinanciar o montante devedor em mais parcelas (36 meses, por exemplo). Com isso, a sua mensalidade será menor. Ou seja, haverá um aumento da sua margem consignável.

Margem consignável

A margem consignável é o percentual dos seus vencimentos que pode ser comprometido com operações de crédito. O Banco Central do Brasil permite que até 35% da renda seja direcionada à utilização de descontos diretos no contracheque.

A maior fatia (30%) fica reservada para os chamados empréstimos consignados. Os outros 5% são exclusivos para uso do cartão de crédito consignado.

Digamos que o seu salário seja de R$ 1 mil por mês. Assim, você poderá contrair até R$ 350 em empréstimos consignados. Essa é a sua margem consignável. O refinanciamento é uma forma de diminuir a mensalidade e aumentar a margem. Assim, é possível fazer um novo empréstimo – ou reformar o próprio contrato com juros mais baixos.

Quais são as condições?

O principal requisito para realizar o refinanciamento de empréstimo consignado é ter quitado um percentual consistente das parcelas. Em geral, os bancos exigem a amortização de 15% a 30% das mensalidades para que a renovação seja liberada.

Além disso, claro, o cliente deve continuar enquadrado naquelas categorias que têm acesso ao empréstimo consignado: militares, empregados com CLT, funcionários públicos ativos e inativos, aposentados e pensionistas do INSS.

As regras gerais para fazer o refinanciamento são estipuladas pela Lei nº 10.820/2003, que regula esse tipo de contrato.

Quando é hora de refinanciar o contrato?

Assim como a tomada de empréstimo, o refinanciamento do crédito consignado requer uma análise profunda por parte do cliente. Ele deve levar em consideração os seus compromissos financeiros e, acima de tudo, as perspectivas de manutenção de renda. Esse é um tema mais tranquilo para os servidores públicos em razão da garantia de  estabilidade.

Em geral, refinanciar o empréstimo é uma boa opção quando o cliente está em busca de uma parcela mais baixa, aliviando o orçamento para novos investimentos. A busca de um novo fôlego para um projeto ou mesmo a quitação de dívidas antigas também são opções interessantes.

Refinanciamento x Portabilidade

Os clientes devem atentar para as diferenças entre o refinanciamento do crédito consignado e a portabilidade de crédito. A primeira opção se refere a mudanças dos parâmetros de um contrato já existente. Apesar das alterações, o vínculo será mantido junto ao mesmo banco em que o empréstimo foi feito.

Já a portabilidade é a transferência de um contrato de empréstimo para outra instituição financeira. Isso é feito com o intuito de conseguir melhores condições, como ampliação do prazo ou diminuição das taxas de juros.

Outra diferença é que a portabilidade pode ser feita a qualquer momento. Já o refinanciamento requer o pagamento de um percentual das parcelas.

Qual dos dois é o melhor?

Isso vai depender de uma série de fatores. Se você estiver no início do contrato, a aprovação do refinanciamento pode torna-se mais difícil. Na prática, entretanto, o cliente deve sempre analisar o Custo Efetivo Total (CET), que inclui todos encargos cobrados pelos bancos.

A lista depende da política de crédito do banco e vai além das taxas de juros. O cálculo abrange, por exemplo, tributos paralelos, encargos e custos operacionais. A soma desses itens vai formar o valor da mensalidade e servirá como balizador para comparações.

Em ambos os casos, o tempo para os valores serem liberados na conta podem variar entre 3 e 5 dias.

Pensando em pedir um empréstimo consignado? O site da Bem Promotora oferece informações adicionais relativas ao tema. Lá, você também encontra ótimas opções para diversos tipos de clientes, inclusive negativados. Simule sua proposta com a gente.

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